Encarar o Brasil turístico como um somatório das praias do Nordeste e do carisma urbano do Rio de Janeiro é uma perspectiva claramente redutora. Veja agora uma resenha de alguns dos destinos mais exóticos do Brasil.

Jericoacoara, Ceará

Jericoacoara é uma pequena aldeia piscatória situada no Ceará, a 300 quilómetros da capital, Fortaleza. O local foi “descoberto” pelos brasileiros enquanto local para fazer praia, praticar kite-surf (as condições de vento são ideais) e relaxar ‘no meio’ da natureza. Jericoacoara possui eletricidade, de forma a que exista um mínimo de conforto mas as autoridades zelam para preservar o caráter “unspoilt” do local.

Os brasileiros vêem aqui também para ver um pôr-do-sol sobre o mar, o que não acontece em nenhum outro ponto do Brasil, dado a costa ser virada ao oriente, ao contrário de Portugal continental.

Arquipélago de Fernando de Noronha

Este arquipélago, situado próximo do equador, foi em tempos utilizado como estabelecimento Fernando de Noronha Archipelagopenitenciário, mas hoje é Património da Humanidade (pela UNESCO) e procurado pelos turistas que querem a certeza de ter calor ao longo de todo o ano. As águas quentes trazidas pela corrente sul equatorial permitem a prática de mergulho sem fato de proteção. Além da observação da vida selvagem e das praias desertas de grande qualidade, os visitantes podem ainda visitar as diversas fortalezas que constituíram o sistema de defesa da ilha de Fernão de Noronha.

Chapada Diamantina, Bahia

O Parque Nacional da Chapadada Diamantina alberga um conjunto de grandes paisagens rochosas e o ecossistema da caatinga, o bioma típico desta região de onde Gabriela (“Cravo e Canela”) fugiu em direção à cidade, nos tempos de seca – e no romance de Jorge Amado. Os turistas poderão visitar alguns dos “segredos” escondidos na paisagem. Na Gruta Azul, entre as 14h e as 15h nos meses de outono e inverno, o sol penetra pela rocha e deixa a água com um tom de azul muito vivo. Já na Cachoeira do Buracão, o visitante desafia os caminhos até chegar a uma queda d’ água quase “mágica”, com 90 metros de altura.